sexta-feira, 29 de abril de 2011

De Volta aos Tempos de Escola

Vejam as datas visitando nossa agenda




Atendendo a pedidos, estamos de volta com o querido espetáculo "Meus Bons Tempos", uma livre adaptação de "A Aurora da Minha Vida" de Naum Alves de Sousa. Voltamos com muitas novidades, entre elas, a utilização de músicas próprias e elenco em nova formação, além de um roteiro totalmente novo. "Meus Bons Tempos" aborda temas bastante atuais, apesar de ser um espetáculo que se passa no fim dos anos 60. Em sua nova montagem, o espetáculo tem direção de Chico Window e composições de Romero Oliveira e Monica Danuta. Curiosos? Aguardem. Em breve traremos mais novidades.

"Oh, que saudades que tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais

[...]"

Meus Oito Anos - Casimiro de Abreu

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Com amor, para vocês...



Aqui um agradecimento especial e de coração para todos os fãs da Cia. Pão Doce de Teatro. São vocês a razão de estarmos nos sentindo tão bem, saibam que o nosso carinho e consideração por vocês sempre será retribuído... aqui, alí, 'acolá' ou onde estivermos...

"Não sei se a vida é curta
Ou longa demais pra nós
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido
Se não tocarmos o coração das pessoas
[...]
Feliz, aquele que transfere o que sabe
E aprende o que ensina"

Cora Coralina


sábado, 16 de abril de 2011

Precursores e seus métodos

Stanislavski

O ator e diretor russo Constantin Stanislavsky (1863-1938) está no centro da principal revolução que se operou no teatro no século 20. Com ele, a criatividade do ator não é mais um truque de técnicas; a criação do papel torna-se um ato natural, que implica o fato de o indivíduo utilizar seu próprio material humano, eliminando máscaras, clichês e estereótipos. É o conceito fundamental de Stanislavsky, o de memória de emoções. Segundo o seu sistema, o ator deve construir psicologicamente seu personagem, de forma minuciosa. Mesmo que a peça forneça poucos dados, deve-se buscar, com exercícios da imaginação, o passado e o futuro da personagem.

“Stanislavsky tem um método tão fantástico que acaba servindo a todo mundo. O próprio Brecht em determinado momento diz: É bom fazer alguns exercícios de Stanislavsky”. Sérgio Brito, ator.


Artaud


O teatro do Francês Antonin Artaud (1896-1948) é como ele próprio, múltiplo. Poeta, ator, diretor, ensaísta, esse homem conseguiu influênciar e remexer os vários principios da cultura ocidental, apesar de clinicamente ter sido considerado louco. Ele não deixou qualquer método de representação, apenas idéias incandescentes. "A estética da crueldade é isso: Um jato sangrento de imagens, tanto na mente do poeta como do espectador, pondo o sangue e a violência a serviço da poesia", dizia Artaud. A essa proposta ele chamou Teatro da crueldade.


Brecht


O dramaturgo alemão Eugen Bertolt Friedrich Brecht (1898-1956) tentou romper abertamente com o método Stanislavski em 1929, quando escreveu que o objetivo da nova arte deveria ser pedagógico, tanto no conteúdo quanto na forma. Segundo ele, o ator e o espectador deveriam se distanciar um do outro e cada um de si próprio. Com Brecht surge a teoria do distanciamento - o espectador deve tirar da peça uma lição permanente e não se identificar sentimentalmente com ela, enquanto o ator deve ser capaz de sair de sua personagem e comentar sua interpretação. Isso não significa dizer que Brecht não valorizava a emoção. O diretor Amir Hadad elege Brecht como o teórico que mais o influencou: "Eu não tenho dúvidas de que todos os atores deste século, conhecendo ou não Brecht, são influenciados pela obra dele".


Grotowski


Na década de 60, o polones Jersy Grotowski (1933-1999) modificou a maneira de pensar a atuação cênica. Disse que o teatro deveria recuperar sua "pobreza", despindo-se do desnecessário. Segundo ele, os figurinos, os cenários, a música, os efeitos de luz e até mesmo o texto dramático são acessórios dispensáveis. Mas não o ator. Sua meta era criar o "ator Santo", que se revela por inteiro, sendo capaz de expressar, através do som e do movimento, os impulsos que estão no limite do sonho e da realidade. O ator brasileiro Cacá Carvalho, que fez parte da Companhia de Grotowski diz "É a origem do teatro na sua essência, num mundo onde a massificação é preponderante. Onde cada espectador seja um indivíduo com uma visão própria sobre o espetáculo, e não uma platéia uniforme". Frase " como o material do ator é o próprio corpo, esse deve ser treinado para obedecer, para ser flexível, para responder passivamente aos impulsos psíquicos, como se não existisse no momento da criação - não oferecendo resistência alguma. A espontaneidade e a disciplina são os aspectos básicos do trabalho do ator, e exigem uma chave metódica " Grotowski.


Augusto Pinto Boal (1931-2009)


Foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional. "O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'. " Boal tem uma obra escrita expressiva, traduzida em mais de vinte línguas, e suas concepções são estudados nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Teatro do oprimido e outras poéticas políticas trata de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas de teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas.

O Teatro do oprimido tem centros de difusão nos Estados Unidos, na França e no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, Santo André e Londrina. Augusto Boal foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2008, em virtude de seu trabalho com o Teatro do Oprimido. Em março de 2009, foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro. Suas idéias, adotadas em diversas iniciativas em todo o mundo, renderam-lhe um reconhecimento que pode ser expresso nos seguintes comentários, que figuram no seu livro Teatro do oprimido e outras poéticas políticas . * "Boal conseguiu fazer aquilo com que Brecht apenas sonhou e escreveu: um teatro alegre e instrutivo. Uma forma de terapia social. Mais do que qualquer outro homem de teatro vivo, Boal está tendo um enorme impacto mundial" - Richard Schechner, diretor de The Drama Review. * "Augusto Boal reinventou o teatro político e é uma figura internacional tão importante quanto Brecht ou Stanislawski." - The Guardian.

Augusto Boal morreu recentemente no dia 2 de maio de 2009, aos 78 anos, no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, por insuficiência respiratória. Boal sofria de leucemia.


Texto extraído do site: http://www.guiadoator.com.br/revista-do-ator/62-teatro/602-os-precursores-e-seus-metodos-aplicados-a-arte-de-atuar.html

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A arte de não ficar parado.

O ano começou bem para todos nós da Cia.
Estamos conseguindo transformar os nossos encontros em um terceiro expediente. Já que os integrantes em sua maioria trabalham em outras áreas durante o dia todo. Estamos sentindo como é gratificante se dedicar ao que realmente gostamos de fazer e escolhemos fazer. É preciso manter um equilíbrio entre os dois serviços. Mas precisamos de tudo isso!
Esses primeiros três meses foi como uma 'tomada de gás' para seguirmos durante todo ano.
Os projetos estão sendo elaborados, executados e recompensados. Muita coisa ainda vem por ai, as cabeças 'fervilham' de idéias, de vontades, desejos... ah como é bom fazer parte disso. Esse combustível faz com que agente siga a 'arte de não ficar parado'.
Estreamos no mês de Março o Recital "Retalhos de Carnaval" para o projeto Corredor Cultural, uma experiência muito marcante, já que conquistamos uma platéia fiel aos nossos trabalhos. Voltamos em cartaz com "Os Amores de Cora e Chico" por dois dias, no mês de Abril, onde podemos ter contato com um grande grupo de pessoas que nos incentivam sempre a dar vida aos nossos sonhos.
E os nossos sonhos não são poucos, somos jovens e temos muito tempo para concretizar tudo o que desejamos. Fazemos tudo isso por que amamos!

Que venham mais trabalhos, mais noites de ensaios, mais desafios, mais olhares desconfiados para nós... 'A união faz a força' e a 'Pão Doce faz a diferença' .

Saudações Teatrais!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Retalhos de Carnaval



Olá nação Pãodociniana!Olha só que maravilha, depois do sucesso no Memorial da Resistencia, a Cia. Pão Doce leva Retalhos de Carnaval para o palco!!! Venha ver, a Aurora, o Zezé da Cabeleira, a Carmem Miranda, o Zé Corneteiro, A Turma do Funil o Pierrot, o Arlequin e a Colombina. Venha viver Ivete Maravilha, Cristina dos Pimpões, os Irmãos Metralha, as Vieira de Sá... Venha viver outra vez ETERNOS CARNAVAIS... As senhas já estão a venda no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado e com os membros da Cia.


Vocês não podem perder!


Dia 13 (Quarta-Feira) às 20:00, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.


INTEIRA: R$ 10,00 / ESTUDANTE: R$ 5,00 / ANTECIPADA: R$ 5,00


Saudações Pãodocinianas!

Promoção do Açaí da Praça

Alô! Alô! Você que curte aquele delicioso Açaí, não pode ficar de fora da Promoção de Segunda Feira do AÇAÍ DA PRAÇA!!! Tome seu AÇAÍ de 500ml pelo mesmo preço de um de 300ml. (6,00)

E ainda curtindo um som de voz e violão ao vivo com o nosso amigo Monte Neto!

Não fique de fora e corra pra lá!!

Rua Chico Pedro - Bairro Inocoop Alto de São Manoel - Mossoró-RN

(Ao lado da praça do UPA)

Fone - 3314 0684

domingo, 10 de abril de 2011

Temporada d´OS AMORES...


Olá amigos.
Estamos muito felizes por mais uma temporada de sucesso d´Os Amores de Cora e Chico. E devemos tudo isso à todos que dedicaram um tempinho para se fazerem presentes ao Teatro Dix Huit Rosado e prestigiarem mais um dos nossos trabalhos.
Cada pedacinho d´Os Amores foi feito com muito carinho por todos, a escolha dos poemas, das músicas, o cenário...
Obrigada à todos de coração!

Saudações Teatrais

quinta-feira, 31 de março de 2011

Voltando com Os Amores...

Olá amigos. A Cia. Pão Doce de Teatro traz de volta para vocês: "Os Amores de Cora e Chico".Um espetáculo com Poemas da grande poetisa Cora Coralina e Músicas do sábio Chico César.Venham apreciar essa mistura. Dias 06 de Abril às 20h e 09 de Abril às 19h. No Teatro Municipal Dix Huit Rosado.

Você já pode adquirir seu ingresso no próprio Teatro ou com os integrantes da Cia. Valor R$ 5,00 Antecipado! e R$10,00 e R$5,00 na hora!

Convidem à todos!

Nos ajudem na divulgação!

Saudações Pãodocinianas!

Fiquem agora com algumas cenas do espetáculo:

Os Amores de Cora e Chico

Musicas: Cora e Chico - Romero Oliveira/ A prosa impúrpura do Caicó - Chico Cesar. Fotografias: George Vale e Marcos Santos. Edição: Romero Oliveira

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vamos Celebrar!

Fotografias: George Vale

Neste domingo dia 27 de março, foi comemorado o Dia Mundial do Teatro e o Dia Nacional do Circo. A comemoração foi maravilhosa e bastante proveitosa... durou o dia inteiro. Os artistas da cidade se reuníram no Hotel Thermas para a realização de um seminário com a prefeitura para discutirem sobre a criação da Escola de Artes de Mossoró. O professor Fernando Bohrer da Casa de Artes de Laranjeiras - RJ (CAL) conversou, escutou, sugeriu, contou histórias e ministrou uma palestra agradabilíssima. Gente de teatro, música, dança, cinema, fotografia e artes plásticas... todos reunídos em uma única causa.
Para encerrar o Dia Mundial do Teatro e Nacional do Circo, nada melhor do que uma mistura de Circo com Teatro; ao anoitecer, todos os participantes do seminário foram presenteados com um grandioso espetáculo chamado Bravíssimo, que transformou o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado em um Grande Circo!


VIVA O TEATRO!
VIVA O CIRCO!
VIVAAA!
BRAVÍSSIMOO!

sábado, 26 de março de 2011

O Ébrio

Fotografia: George Vale


"Tornei-me um ébrio na bebida..." ao ouvir aquele vozeirão vindo do começo da rua, eu corria e ficava na janela à observar aquela curiosa figura, sempre de paletó, gravata frouxa, cabelo bem cortado, sapatos bem lustrados e sempre a tombar. Era baixo, meio corpulento e, mesmo bêbado, não perdia o prumo, o peito sempre aberto como quem não tem medo de nada. Geralmente meu dia começava assim, com a voz dele. É começo dos anos setenta; nessa ápoca eu morava em uma rua próxima ao Alto do Louvor, mas esse nome não significava muito para mim, mesmo com as caras de "valha meu Deus" que minha vó fazia ao olhar para aquelas "bandas".
O nome do bêbado em questão era Miolo... na verdade nunca soube de seu nome verdadeiro; existia algumas lendas sobre sua vida e, uma delas era de que vivia daquele jeito por gosto, que tinha família mas preferia a vida de boêmio, e como cantava... tenho a voz dele nítida na minha memória. Na minha inocência de criança de cinco anos eu me perguntava porque alguém preferiria viver dequele jeito; minha avô tinha uma expliação:"O que é de gosto, regala a vida!".
Pois bem, num desses paseios dele eu estava na calçada com meu avô, então ele pediu
permissão para cantar uma música para mim... nossa, não sabia se sentia medo ou alegria... então ele começou: "Oh que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais..." tenho essa lembrança como um quadro pintado.
Então os anos se passaram, mudei de endereço, cresci e passei um tempo esquecida da minha infância. Alguns anos atraz eu passava em uma rua próximo de onde morava e vi um velho dormindo em uma calçada, sujo, vestido de farrapos, engraçado como esses tipos chamam minha atenção, então me proximei olhei de perto... não pude acreditar... era Miolo! nem de longe lembrava aquele boêmio de elegancia desleixada... estava tão vulneravel, tão decrépto... aquilo me doeu sinceramente e chorei. Chorei minha infância, meus avos já mortos, minha antiga rua... e chorei por ele que era uma figura lendária em minha memória.
Algum tempo depois ele se foi. Hoje eu tenho orgulho de ter conhecido Miolo. As vezes eu me pergunto se apenas eu vou lembrar de sua poderosa voz.





Por Michelli Fábia